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Coren PR publica parecer sobre atuação da Enfermagem na otomodelação em recém-nascidos

Documento conclui que procedimento pode ser realizado pelo enfermeiro devidamente capacitado. Técnicos e auxiliares de Enfermagem não possuem autonomia para executar a técnica, podendo apenas atuar como apoio e sempre sob supervisão direta do enfermeiro

09.01.2026

O Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren PR) publicou o Parecer 64/25, que trata da competência dos profissionais de Enfermagem na realização de otomodelação em recém-nascidos. O documento conclui que o procedimento, caracterizado como sendo não invasivo, pode ser realizado pelo enfermeiro devidamente capacitado, por se tratar de um procedimento não cirúrgico que exige avaliação técnica, planejamento, acompanhamento contínuo e tomada de decisão clínica, atividades que pertencem ao escopo legal desse profissional.

O parecer também conclui que Técnicos e auxiliares de Enfermagem não possuem autonomia para executar a técnica, podendo apenas atuar como apoio e sempre sob supervisão direta do enfermeiro, em razão das exigências de segurança, monitoramento e responsabilidade técnica envolvidas. O documento foi elaborado pela Câmara Técnica de Pareceres Técnicos do Coren PR.

A otomodelação não invasiva é uma técnica utilizada no tratamento de deformidades auriculares, como orelhas proeminentes ou assimétricas e sem a necessidade de cirurgia, utilizando dispositivos e técnicas de modelagem externas com a intenção de corrigir ou melhorar a aparência dessas estruturas.

Para embasar essa conclusão, o parecer utiliza diversos documentos e referências. Entre eles, o Parecer Técnico nº 13/2025 do Coren PR, que trata especificamente da otomodelação não invasiva por enfermeiros estetas; a Lei nº 7.498/1986, que regulamenta o exercício da Enfermagem e define atividades privativas do enfermeiro; o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem; e a Resolução Cofen nº 736/2024, que reforça a obrigatoriedade da avaliação, da prescrição e do registro formal das etapas do Processo de Enfermagem.

O parecer também utiliza como referência a publicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (2015) sobre o método EarWell, que caracteriza a técnica como não invasiva, eficaz em recém-nascidos e fundamentada na plasticidade da cartilagem auricular nos primeiros dias de vida.

Fonte: Ascom Coren-PR

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