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Coren-PR e Cofen promovem Audiência Pública para debater a violência contra profissionais de Enfermagem

Ação foi realizada em Foz do Iguaçu e reuniu representantes dos Conselhos Regionais, além de profissionais, secretários de saúde, representantes de sindicato e estudantes

25.02.2026

O cuidado não pode ser acompanhado do medo, e a Enfermagem exige não somente respeito, mas medidas que assegurem segurança e integridade. Foi com essa convicção e diante da crescente violência contra profissionais de Enfermagem que o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) promoveram em Foz do Iguaçu, nesta quarta-feira (25/2), a audiência pública “O cuidado não aceita violência, respeite a Enfermagem”, com transmissão para profissionais de todo o país por meio da multiplataforma CofenPlay.

A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo sobre a violência vivenciada por enfermeiros, obstetrizes, técnicos e auxiliares de Enfermagem, dando visibilidade à problemática e contribuindo para a construção de estratégias efetivas de prevenção, combate e acolhimento. Mais do que isso, a audiência buscou promover um espaço democrático de escuta, reflexão e articulação institucional.

Estiveram presentes na audiência conselheiros do Coren-PR, do Cofen e de diversos Conselhos Regionais, como os de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará e Maranhão. O secretário de saúde de Foz do Iguaçu, Fábio de Mello, e o vice-presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Oeste e Noroeste do Paraná, Elton Munchen, também compareceram.

Foco do Coren-PR, o enfrentamento à violência no exercício profissional da Enfermagem é uma pauta estratégica para a consolidação de ambientes de trabalho mais seguros e respeitosos. A categoria é a maior força de trabalho da saúde no Brasil, com cerca de três milhões de profissionais inscritos nos Conselhos Regionais. Somente no Paraná, são quase 140 mil profissionais que atuam diariamente nos diferentes níveis de atenção, assegurando assistência qualificada e contínua à sociedade. 

Por estar na linha de frente do cuidado, com contato direto e permanente com pacientes e familiares, muitas vezes em contextos de sofrimento, superlotação e tensão emocional, a Enfermagem está mais suscetível à violência. A exposição contínua, aliada a jornadas exaustivas, aumenta a vulnerabilidade da categoria a agressões verbais, físicas e psicológicas.

“Estamos cuidando da Enfermagem brasileira. Nesta audiência, o Cofen e o Coren Paraná discutiram politicas publicas e sensibilizaram as autoridades para, juntos, garantirmos medidas concretas de segurança nos ambientes de trabalho”, declarou Manoel Neri, presidente do Cofen.

“O Coren Paraná atua de forma contínua no combate à violência. Reforçamos o convite à participação dos profissionais, gestores, estudantes e demais interessados, pois o enfrentamento a esse mal que atinge a Enfermagem passa pela união da categoria e pelo fortalecimento das políticas públicas que contribuam para a integridade dos profissionais”, destaca Ethelly Feitosa, presidente do Coren-PR.

A audiência pública também contou com palestras. Luciana Marques, procuradora do Ministério Público do Trabalho de Belo Horizonte, realizou uma apresentação com foco no respeito, na diversidade e nas diferentes formas de violência que assolam a categoria. Já enfermeira e advogada Talita Souza, que atua como membro relatora da Comissão de Direito da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná, apresentou a palestra “Orientações e condutas para agressões no exercício profissional”. 

A conselheira e coordenadora da Comissão de Saúde do Trabalhador do Coren-PR, Jani Missel, discursou sobre a urgência de fortalecer mecanismos de enfrentamento à violência contra profissionais de Enfermagem, destacando o papel fundamental da notificação formal dos casos. “É fundamental destacar que para enfrentar a violência, é preciso torná-la visível. Muitos casos ainda ficam restritos ao relato informal, à conversa entre colegas. E quando não há registro, não há dado. E sem dados, não há política eficaz. Registrar é um ato de coragem, mas também de responsabilidade coletiva”, frisou.

Fonte: Ascom Coren-PR

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