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Profissionais de Saúde terão acesso prioritário a vacina brasileira contra dengue

Vacinação dos profissionais da Atenção Primária (APS) começa em janeiro. Oferta será ampliada gradualmente, priorizando adultos mais velhos

09.01.2026

Os profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em visitas domiciliares terão prioridade de acesso à nova vacina contra a dengue, anunciou hoje o Ministério da Saúde (MS). A vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan, é aplicada em dose única e produzida integralmente no Brasil.

A nova vacina demonstrou eficácia de 74,7% contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos e de 89% contra formas graves no estudos de fase 3. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem, no diário oficial, o registro do imunizante.

As primeiras 1,3 milhão de doses serão distribuídas em janeiro, segundo o MS. Com a ampliação da produção, por meio de parceria entre o Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacina será ofertada para o público geral, começando pelos adultos mais velhos.

O Brasil enfrentou epidemia de dengue em 2024, com 6,6 milhões de casos prováveis. Em 2025, a doença recuou: até agora, foram 1,6 milhão casos registrados no painel de arboviroses do Ministério da Saúde. A dengue é uma doença de notificação compulsória desde 2017.

“A oferta ampla da vacina e inclusão no Programa Nacional de Imunizações (PNI) é fundamental para prevenir novas epidemias”, afirma a conselheira federal Betânia Santos, coordenadora da Câmara Técnica de Enfermagem em Atenção à Saúde do Adolescente, Adulto e Idoso (CTEASAAI/Cofen).

Estratégia especial em Botucatu

Parte das doses iniciais será destinada a uma estratégia especial no município de Botucatu (SP). A cidade apresentou alta incidência de dengue, com predominância ao sorotipo DENV-3 — um dos quatro tipos do vírus da dengue, associado a um maior potencial de gravidade –, iniciará a aplicação diretamente no público de 15 e 59 anos. A expectativa é vacinar 50% das população nesta faixa etária e acompanhar a redução de casos da doença em tempo real.

Controle do mosquito

As mudanças climáticas, com aumento da temperatura, associada a umidade e chuvas, facilitam a proliferação do mosquito aedes aegypti. A dengue expandiu o alcance territorial no Brasil em 2024, e hoje a região sudeste lidera número de casos.

Combater o mosquito, que também transmite zika, febre amarela e chikungunya, é essencial para a redução das arbovirores. A melhoria do saneamento básico e a eliminação de criadouros em vasos, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e caixas d’água sem tampa é parte da estratégia de controle.

Fonte: Ascom/Cofen - Clara Fagundes

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