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Coren-PR realiza desagravo público em favor de profissionais do Hospital de Clínicas, em Curitiba

Ato amparou técnicas e enfermeira vítimas de desrespeito e da descredibilização de competência técnica e farmacológica durante o exercício da função

10.07.2026

No Paraná, o desagravo público tem se consolidado como um importante instrumento em defesa da honra, da dignidade e do exercício profissional da Enfermagem. Nesta sexta-feira (10/7), o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR) promoveu um ato em favor de profissionais do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), em Curitiba, vítimas de desrespeito e da descredibilização de competência técnica e farmacológica durante o exercício da função. 

No caso, as as técnicas de Enfermagem Tamara Silveira e Alexandra de Campos, bem como a enfermeira Ediana Santos da Silva, foram tratadas de forma desrespeitosa por médico da instituição ao recusarem receber paciente proveniente da Unidade Intensiva Coronariana que estava com infusão contínua de Amiodarona Endovenosa por falta de equipamentos para manter a monitorização contínua, pela ausência de médico no setor naquele período e pelo déficit do quantitativo de profissionais para garantir a segurança da assistência ao paciente.

“Dois dos fabricantes do Cloridrato de Amiodarona Injetável, em suas advertências e precauções quanto ao uso farmacológico da substância em injeção intravenosa, recomendam que deve ser realizada somente em emergência quando falharem as alternativas terapêuticas e somente em uma unidade de terapia intensiva sob monitoramento contínuo”, pontuou a conselheira Erika Chiarello, relatora do parecer que apontou a necessidade do desagravo.

“Portanto, a equipe de Enfermagem agiu com prudência, demonstrou domínio, conhecimento do fármaco e da assistência mínima necessária para dar seguimento e cuidados ao paciente. É direito do profissional exercer sua atividade com liberdade, segurança técnica, autonomia, o que não foi verificado quando da interferência do desagravado. Dessa forma, também é direito dos profissionais de enfermagem requererem junto ao Conselho Profissional desagravo público em decorrência de ofensa sofrida no exercício profissional ou que atinja a profissão”, acrescentou. 

“Quem escolhe a Enfermagem sabe da responsabilidade que carrega. São profissionais que estão presentes nos momentos mais difíceis da vida, que tomam decisões importantes, trabalham com competência e assumem, todos os dias, o compromisso de cuidar do outro.

Por isso, quando um profissional é desrespeitado no exercício da sua função, toda a categoria é atingida. E é justamente por isso que o Coren Paraná tem o dever de se posicionar não apenas para defender essas profissionais, mas para reafirmar que o respeito à Enfermagem é um valor que não pode ser negociado”, destacou Ethelly Feitosa, presidente da autarquia.

O desagravo foi acompanhado por profissionais da instituição.”Quero agradecer ao acolhimento recebido pelo Coren Paraná. Espero que todos os profissionais que também estejam passando por situações parecidas não tenham medo e denunciem”, frisou Ediana da Silva, enfermeira amparada pelo ato.

“Incentivo todos os colegas que se sentirem coagidos no ambiente de trabalho a procurar o Coren Paraná, pois fomos muito bem acolhidas. Tenho certeza de que vocês irão encontrar uma postura correta do conselho para solucionar o caso”, ressaltou a técnica de Enfermagem  Alexandra de Campos.

Fonte: Ascom Coren-PR

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